Diamantina registra surto de malária e Secretaria de Estado de Saúde emite alerta

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgou nesta quarta-feira, dia 4, que foram registados seis casos de malária no município de Diamantina. Todas as pessoas foram internadas, mas já receberam alta, evoluíram para cura e estão realizando o exame de controle da doença.

 

O Local Provável de Infecção é o Garimpo Areinha, distante a 140 km do município de Diamantina, localizado nos Distritos de Inhaí e Maria Nunes. O garimpo possui uma população com cerca de 1.000 a 2.000 habitantes com extensão territorial ao longo do Rio Jequitinhonha de cerca de 30 a 40 km.

 

Na próxima semana, uma equipe de entomologia de referência estadual será deslocada para a região para desenvolver ações de captura, controle e prevenção relacionadas ao vetor nos locais prováveis de infecção. Além disso, haverá a capacitação dos profissionais laboratoristas de Diamantina e municípios envolvidos para o diagnóstico da malária.

 

A área de alerta inicial são os municípios de Diamantina, Couto Magalhães de Minas e Olhos D’Água. Assim, devem ser alertados todos os municípios de divisa com o município de Diamantina e as áreas de municípios que possuem divisa e/ou estão ao longo do rio Jequitinhonha onde há atividade do Garimpo Areinha.

Surto-de-malaria

A Doença

A malária é uma doença febril aguda. Tem como agentes etiológicos o Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. Knowlesi. Das cinco espécies causadoras da malária humana, o Plasmodium falciparum, o mais letal, e o Plasmodium vivax, são os mais comuns no Brasil.

 

Em poucos dias de infecção o P. falciparum propicia quadro grave, por isto, todo suspeito de malária deve, de imediato, ser submetido ao exame laboratorial. Já o Plasmodium vivax apresenta um quadro de clínico mais brando, de febre, mal estar, cefaleia, porém se não tratado o paciente pode levar a complicações e óbitos.

 

Sintomas

Os sintomas iniciais são comuns as diferentes espécies de plasmódio. O quadro cínico típico é caracterizado por febre, calafrios, fraqueza, cefaleia, mal estar, o que pode depender das espécies de Plasmodium.

 

Diagnóstico

É necessário o exame laboratorial, além disso, avaliação do histórico de deslocamento do paciente suspeito como o diagnóstico diferencial nos casos com febre, particularmente naqueles com história de viagens a área de risco.

 

Tratamento

O tratamento da malária é realizado segundo a espécie de plasmódio infectante pela especificidade dos esquemas terapêuticos, gravidade do caso e idade do caso.

 

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (MS), o início do tratamento deve ser em tempo oportuno (em até 48 horas do início dos primeiros sintomas) e tem cura.

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